Bairro Coroado – 13

ESTRUTURA SOCIAL E FUNCIONAL

Apesar dos serviços oferecidos pelo poder público, a situação da maioria das famílias é ruim:

  • Os carros não têm acesso a determinadas ruas;
  • O Posto de Saúde não atende a demanda;
  • Não há vagas suficientes na Creche;
  • As salas de aulas estão superlotadas, já que atendem aos bairros vizinhos que não têm Escola, como Prainha, Concha D’Ostra, São João e Santa Margarida;
  • Em várias ruas o esgoto encontra-se a céu aberto, não há coleta de lixo, falta iluminação pública ou quando há é precária, e há grande dificuldade da água chegar até as casas, principalmente na parte alta do bairro e em período de temporada (verão).

O CAIC tem uma boa estrutura física, porém, existem problemas na conservação e na manutenção do prédio.

A Escola “Maria Ramalhete Correa”, apesar de ser um prédio antigo encontra-se em boas condições para atendimento aos alunos.

A Educação Infantil que iniciou seu funcionamento no Prédio da Associação de Moradores, atualmente funciona em uma casa alugada pela Prefeitura.

No final dos anos oitenta e na década de noventa a cidade de Guarapari recebeu um número muito grande de migrantes da Bahia. O sul da Bahia enfrentava sérios problemas na lavoura de cacau com a praga da “vassoura de bruxa”. Os baianos que dependiam das lavouras de cacau do interior da Bahia migraram para o Espírito Santo chegando a Guarapari em busca de emprego e uma vida melhor. Os migrantes se concentraram nas regiões periféricas da cidade e dos bairros. Ocorreu um aumento brusco do número de habitantes na cidade que não estava preparada para atendê-los nas suas necessidades básicas, como: moradia, educação, segurança, saúde, entre outros serviços que são de responsabilidade do Poder Público.

No bairro Coroado não foi diferente. Recebemos um número grande de baianos, que apesar das dificuldades iniciais conseguiram se estabelecer e contribuir para o crescimento do bairro, hoje estão inseridos em atividades sociais e religiosas da Comunidade. É claro que dos muitos que aqui chegaram, alguns voltaram para sua terra de origem, e outros foram vítimas dos problemas sociais que ocorrem em todo o país, como a violência urbana, por exemplo.

Foi no início da década de noventa que o bairro, situado num contexto de agravamento social em nível de cidade, estado e país, viveu os seus momentos mais críticos de criminalidade. Assim como em outros bairros, surgiram gangues, líderes de criminalidade, tornando a convivência social muito difícil. Porém, com trabalhos locais envolvendo escolas, igrejas e associação de moradores a partir de 1996 os problemas foram sendo amenizados. Ainda há muito que fazer, mas os moradores continuam atentos e envolvidos em busca de uma vida melhor para todos os moradores do bairro e para aqueles que aqui chegam.

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Sobre carlosilva41

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2 respostas para Bairro Coroado – 13

  1. devid disse:

    site muito legal

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